SOCORRO!!!

30/09/2008 at 13:30 Deixe um comentário

Economistas temem o pior sem ajuda a bancos

Justin Lahart e Kelly Evans, The Wall Street Journal
30/09/2008

Poulson

Poulson

 

Henry Paulson, que há dois anos, ao tomar posse, pretendia diminuir o peso do Estado sobre a economia: em apenas 12 dias deste mês, liderou a maior intervenção estatal de que já se teve notícia nos Estados Unidos, desde a crise de 1929

A rejeição do pacote de ajuda ao setor bancário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na Câmara dos Deputdos enfraquece uma economia já prejudicada pelas crises de crédito e de confiança.

As bolsas espelharam a ansiedade que assola os mercados, com a Média Industrial Dow Jones caindo 777,68 pontos, ou 7%, para 10.365,45. As ações de empresas do setor financeiro caíram ainda mais, com os investidores apreensivos, à espera do próximo banco a entrar em colapso. Os mercados de crédito entraram em convulsão, à medida que os investidores desovavam títulos mais arriscados e recuavam para o oásis dos títulos do Tesouro.
Depois de derrotar o plano por 228 a 205, deputados disseram que trabalhariam em outro projeto de lei de socorro aos bancos e voltariam ao plenário quinta-feira.
Até economistas que expressaram desconfiança com o plano do governo disseram que alguma atitude é melhor do que não ter nenhum plano – e essencial para restaurar a confiança.
Anyl Kashyap, economista da Faculdade de Administração da Universidade de Chicago, era um dos desconfiados com o plano, que na opiniào dele não combatia adequadamente o problema do baixo nível de capitalização do setor financeiro. Kashyap também acha que, diante da fragilidade dos mercados financeiros, as conseqüências da inação seriam gravíssimas.
“É muita irresponsabilidade não aprovar isso”, disse. “É como ficar parado dizendo ‘estou esquentando, estou esquentando, não estou pronto'”.
Sem um plano, disse Kashyap, mercados de crédito já estressados poderiam tornar impossível para mais empresas financeiras obter financiamento de curto prazo, o que as levaria a quebrar.
“Se mais um grande banco quebrar, pode desencadear uma espiral negativa”, disse Douglas Diamond, colega de Kashyap na Universidade de Chicago. Ao comentar os acontecimentos de ontem nas bolsas, ele disse que “se isso não for o suficiente para forçar o Congresso a agir, talvez eles achem que a década de 30 foi uma casualidade”.
Novas quebras de bancos poderiam levar mais investidores a preservar liquidez, congelando o mercado de crédito a um ponto tal que mesmo as famílias ou empresas com bom histórico de crédito não conseguirão obter financiamento. Isso reduziria profundamente os gastos, levando a mais quebras, desemprego e uma recessão severa.
“Os políticos estão jogando um jogo que pode ser fatal”, disse Sung Won Sohn, professor de economia da Universidade Estadual da Califórnia. “Não estamos falando só de Wall Street, estamos falando mesmo é da economia inteira. Se o Congresso não aprovar uma lei como a proposta, acho que haverá conseqüências enormes.”
Bernard Baumohl, diretor da Economic Outlook Group, em Princeton, Estado de Nova Jersey, diz que as preocupações com uma possível reprise da Grande Depressão, ou com uma cópia da chamada “década perdida” do Japão nos anos 90, são exageradas. “A economia dos EUA hoje em dia é muito mais flexível, resistente e dinâmica do que há 70 anos”, disse.
Mesmo assim, o fracasso do plano ontem “vai dificultar muito a vida e as pessoas ficarão amedrontadas”, disse Baumohl. “Significa que as pessoas terão de adiar seus gastos e o maior risco para a economia real, francamente, será a pressão para que as empresas comecem a demitir”, acrescentou.
Um motivo pelo qual o voto na câmara prejudicou tanto os mercados foi que houve tantos pronunciamentos sombrios sobre as conseqüências de se rejeitá-lo, disse o economista da Universidade Harvard Kenneth Rogoff. “Governo, líderes no Congresso, o secretário do Tesouro e o presidente do Fed, todos afirmaram enfaticamente que aconteceria um desastre se o plano não fosse aprovado”, disse ele. “O que estamos vendo agora é pânico.”
Robert Barbera, economista da firma de serviços financeiros Investment Technology Group Inc., de Nova York, disse que o resgate do setor bancário é uma lei tão volumosa e controvertida que pode ter sido inevitável que o Congresso tenha de “enxergar o abismo” antes de dar seu aval a qualquer coisa. Uma vez cientes da gravidade da queda, ele acha que um novo plano vai passar.
“Esse tipo de trainamento de incêndio era esperado, mas mesmo assim é extraordinariamente enervante”, disse. “Eu não gostaria de fazer experiências com o que pode acontecer se o Congresso basicamente disser aos mercados financeiros: dane-se.”

 

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Jabour confessa: Sou devoto do MERCADO Veja | 24 dezembro 2008 | ano 41 n.51

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