Terra rotunda est

28/03/2008 at 21:38 Deixe um comentário


fonte: forumdaliberdade.com.br (onde este que vos escreve estará no proximo final de semana em POA)

Por Eugênio Hackbart *

O filme Uma Verdade Inconveniente apresenta a versão de que existe um consenso científico acerca da influência humana nas mudanças climáticas, afirmação que encontra eco sistematicamente na mídia que adotou sem maiores questionamentos a mesma conclusão. A realidade, porém, é outra. Um grande número de cientistas não integra o suposto consenso. Muitos deles, inclusive, são considerados os maiores especialistas do mundo em suas linhas de pesquisa. Sem os holofotes dos encontros do IPCC da ONU, realizou-se em Nova Iorque neste começo de março a Conferência Internacional de Mudanças Climáticas, evento que contou com uma centena de palestrantes dos mais variados países. Entre eles, em comum, a idéia de que as mudanças no clima se devem principalmente a fatores naturais. São os denominados “céticos”. A cobertura, mínima no Brasil, foi equilibrada no exterior, salvo pequenas exceções. O repórter da CNN Miles O’Brien, um defensor da idéia do aquecimento global antropogênico, comparou os céticos aos antigos defensores da teoria de que a Terra seria plana. O planeta não é chato, mas estão longe de me convencer de que a humanidade suplantou as forças naturais no sistema climático.
Clima de medoEm 2006, sob o título Clima de Medo, o renomado pesquisador do Massachussets Institute of technology (MIT), Richard Lindzen, denunciou nas páginas do Wall Street Journal os constrangimentos e intimidações a que são submetidos muitos cientistas por ousarem duvidar da corrente dominante. Os financiamentos para pesquisas de quem ousa remar contra a maré apocalíptica se esvaem à medida que são direcionados para pesquisadores integrantes da corrente da hora e preferencial. Pessoas convidadas para a conferência em Nova Iorque declinaram da participação sob a alegação, acredite, que poderiam perder seus empregos. Quem recusou também o convite para debater foram os principais cientistas defensores da influência humana no clima. O que temem?
Debater é precisoPor não existir um consenso é que as pessoas têm direito a conhecer os diferentes lados do pensamento científico. O contrário somente pode ser classificado como obscurantismo. O aquecimento global gerado pela influência humana está longe de ser uma tese a prova de qualquer questionamento. Por isso, são saudáveis iniciativas como a do XXI Fórum da Liberdade que trará à Porto Alegre no próximo mês de abril o pesquisador alagoano Luiz Carlos Molion que, assim como este colunista das páginas dos domingos do jornal ABC, está entre os poucos meteorologistas no Brasil a insistir que as causas das mudanças climáticas seriam eminentemente naturais e que o debate científico não pode ser suplantado.
* Eugenio Hackbart é meteorologista e Diretor-Geral da MetSul Meteorologia. Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Unisinos nos cursos de História Natural e Biologia, desenvolveu através do Ministério da Aeronáutica a sua habilitação como meteorologista, sendo credenciado pelo CREA-RS ainda em 1983.
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