O Indie e minha crítica a ele.

05/04/2007 at 21:42 Deixe um comentário


Eu nem sei se tenho esse direito. Mas vou criticar essa vertente musical com toda minha força agora. Eu particularmente não gosto, e pelo tipo e rodas onde o som é comentado não teria paciencia pra ficar um só segundo.

Esse é o som que invadiu a mente de adolescentes e tem definido comportamentos tão pós-moderinhos e em vezes bastante cansativo de muitos de seus admiradores.

Gostaria que antes entendessemos o fato histórico, origem e pessoas envolvidas.

Nascido em meio a bandas de universtitários ou colegiais ingleses, no comecinho da década de 80, mas com grande inspiração da década de 60, os membros trajam roupas que passam por paletós, blazers, xadrez, skinny jeans e por ai vai. Sempre desconcertando o look, sao facilmente reconhecidos em qualquer gueto underground.
As letras falam geralmente da complexidade dos relacionamentos humanos, problemas de adaptação a sociedade, timidez e do dia-à-dia urbano da juventude contemporânea.

No meio da década de 90, na Inglaterra, foi o grande boom desse cenário musical. Bandas como Oasis, Blur e Placebo, conseguiram definir muito bem esses comportamentos e essa “ideologia” naquela epoca em meio ao caotizado e cansado meio universitário ingles. O momento, era da então primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher, em seus quase 11 anos de poder, que acabara de apresentar uma nova sociedade e um novo esteriotipo de familia inglesa a esses adolescentes que viriam ser “indies rockers”.
O desemprego triplicado, a quebra de grandes indústrias, bancos e mega empresas formara então, Pais e familiares dependentes de um novo tipo de Estado que não se encontrava mais afetivo a seus cidadão.

O INDIE crescendo nesse espaço, encontrou fugas novamente no sistema de regras e comportamentos, muito parecido com aquele dos anos 60. Novamente, agora mais politizados e quase dotados de uma ideologia punk, sai as ruas o novo grupo, afim de gritar para a sociedade o que o Estado, formava e fundamentava na tão sonhada Inglaterra.

Era hora então de uma afirmação, um lema, uma retórica. John Lenon quando disse que o SONHO HAVIA ACABADO, parecia profetizar aos futuros “indies” o real motivo da formação deste movimento. Está aí a grande “Eureca Indie”, formava-se então, o verdadeiro espírito “indie” e sua filosofia, aparentemente muito bem definida e apegada a um conceito de um grande ídolo mundial passado.

Ah, só lembrando Indie Rock significa rock independente, livre de gravadoras e que formam suas opiniões e guetos por si mesmo. É estou quase dando forma de humano a este tipo de som…heheheh.

Historicamente, se avaliarmos, começou como todos começaram e ainda começam. Todo movimento de margem social, de questoes politicas-soecais, começa assim, diante de um caos individual, mas que gera reflexos em algum tipo de comunidade.
Vê-se que eram então jovens de idades em comum, que agora precisavam gritar que seus pais estavam desempregados e suas vidas corriam serios riscos ante a um Estado totalitarista e preocupado com apenas sua formação. O som de guitarras e baterias gritantes e destorcidas é a voz que ecoa no ouvido do reinado.
O termo “indie” veio depois, para designar uma geração de bandas que requentou o sonho juvenil (neo) hipppie, com direito a novas quebras de guitarras e jovens “heróis” mortos.

Definido esse espírito indie, nada mais oportuno que ele voltar com força total no começo de 2000, com bandas americanas como The Strokes e White Stripes. Adolescentes cansados de Britney Spears, Cristina Aguilera e variações voltam novamente a apegarem a esse conceito musical, onde eles “encontram” letras e melodias totalmente identificáveis as suas necessidades e sentimentos de angustia e abandono.

Voltado, o tempo agora é do Hype, do moderno, do menino e menina descolados. Dos que se “beijam” em praça publica, quer homos ou heteros. Sejam todos bem vidos ao milenio do conceito solúvel. A conspiração da palavra contemporâneo parece que toma um novo folego, uma nova roupagem e segue a caminhada intacta, passando por cima dos que estão pró ou contras. Não vale realmente mais nada a não ser eu e eu mesmo.

Grupos de referências se unem em torno de seus ideiais e ai não cabe mais a aspiração pelo outro, somente daqueles que comigo, gritam. Os que querem, acompanhem-me, os que não, adeus.

Nesse barco, mais a frente depois de tempos e explosões de emoção e sentimento de aconchego sentido por estes jovens em relção ao verbo gritado e suas guitarras insanas, o indie pega carona com destino a um lugar que nao caberá mais suas ideologias, ou seu protesto.
Sobra novamente o mundo, gigante, onde o todo perde espaço para o tudo e o pobre e desolado estilo musical cai e seus jovens novamente estão abandonados.

…vou finalizar em casa, estou no trabalho…

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