A ciência não deve se propor a tirar Deus das pessoas

26/11/2006 at 16:40 Deixe um comentário

+ Marcelo Gleiser
Ateísmo radical (Folha de São Paulo, hj, no fabuloso caderno +Mais)

“Não é surpresa para ninguém que existem tensões entre ciência e religião. Santo Agostinho, o primeiro grande teólogo do cristianismo, afirmava que o pensamento aplicado à natureza leva ao pecado e à perdição; que, para obter a redenção, o importante é dedicar-se à adoração do eterno.Mas a verdade é que a relação entre ciência e religião é bem mais complexa do que essa divisão superficial entre dois campos, o da razão e o do espírito. Infelizmente, volta e meia aparecem depoimentos que exacerbam exatamente essa polarização destrutiva. É o caso de três livros recentes: “O Fim da Fé” (“The End of Faith”), de Sam Harris; “Quebrando o Feitiço” (“Breaking the Spell”), de Daniel Dennett; e “A Delusão Divina” (“The God Delusion”), de Richard Dawkins. É sobre o livro de Dawkins, o mais virulento de todos os três, que escrevo hoje.Primeiro, vamos às apresentações. Richard Dawkins é um biólogo especializado na teoria da evolução, professor em Oxford, Inglaterra, e um dos divulgadores de ciência mais famosos do mundo, com best-sellers como “O Gene Egoísta” e “O Relojoeiro Cego”. Dawkins é um ateu declarado. Até aí tudo bem; muitos cientistas o são. Para muitos, mas não todos, é importante frisar isso: a conciliação entre uma descrição científica do mundo -baseada na obtenção de informação empírica da natureza por meio de experimentos e observações quantitativas- e a aceitação de uma realidade sobrenatural, inescrutável à razão humana, é impossível. Já para alguns, o estudo da ciência serve para comprovar a beleza da criação. Imagino que Dawkins considere esses cientistas religiosos no mínimo incompetentes.Para ele, a ciência é um clube fechado, onde só entram aqueles que seguem os preceitos do seu ateísmo, tão radical e intolerante quanto qualquer extremismo religioso. Dawkins prega a intolerância completa no que diz respeito à fé, exatamente a mesma intolerância a que se opõe.Vejamos um de seus argumentos. Se a complexidade do mundo foi criada por uma divindade, esta deve ser necessariamente mais complexa do que tudo o que criou. Porém, segundo a teoria da evolução, isso é impossível: a complexidade é produto da evolução. A divindade criadora deveria ter sido a última e não a primeira a surgir.A quem Dawkins dirige um argumento desses? Certamente não aos religiosos. Qualquer pessoa que conheça um mínimo de teologia sabe muito bem que a idéia fundamental das religiões é que o divino não segue as regras causais que regem o mundo material. Deus não evoluem; são absolutos, existem fora do tempo. Ele afirma que seu alvo são os “indecisos”, que não acreditam em causas sobrenaturais mas não se declaram ateus. Será esse o modo de resolver o embate entre ciência e religião?Na minha humilde opinião, absolutamente não. A atitude belicosa e intolerante do cientista britânico só causa mais intolerância e confusão. Seu grande erro é negar a necessidade que a maioria absoluta das pessoas tem de associar uma dimensão espiritual às suas vidas.Um erro meio parecido com o do materialismo dialético dos comunistas, em que tudo é atribuído a causas materiais. Tirar Deus das pessoas e colocar um líder fascista no seu lugar não dá certo. A ciência não deve se propor a tirar Deus das pessoas. Se é essa a sua guerra, então ela já perdeu.” …

MARCELO GLEISER é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “A Harmonia do Mundo”

É impossivel aceitar Darwin e sua imatura teoria da evolução.
Como podem existir vários que acreditam nisso?
Ora, prefiro ficar com a máxima do livro “E Agora Como Viveremos”: A nossa origem vai definir nosso destino. Se de uma explosão viemos no caos viveremos, se somos frutos de um Ser Pensante, certamente pra Ele, voltaremos.

Título: E Agora Como Viveremos?
Autores: Charles Colson e Nancy Pearcey
Editora: CPAD, 2.000
Páginas: 647

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